AS CHAVES MÁGICAS

AS CHAVES MÁGICAS

Era uma vez um menino muito esperto, inteligente, mas muito levado e o pior, não respeitava as regras. Por isso quase sempre fazia tudo ao contrário do que era permitido.

Até que numa noite, o menino teve um sonho, mas que parecia real. Sonhou que estava andando por uma estrada que o levou até um enorme castelo, destes de contos de fadas, com uma porta enorme de madeira bem antiga e pesada. Ao lado havia uma placa que dizia: “Desculpe, mas só pode entrar se for convidado.”

Como o menino não respeitava nada, tentou ver se a porta estava aberta e conseguiu abrir empurrando com muita força e logo que passou a porta se fechou. O menino entrou em um salão imenso destes de baile de príncipes e princesas com tapete vermelho, um grande lustre iluminado, lindas obras de arte e quadros nas paredes.

Mais adiante havia outra grande porta com uma placa que dizia: “Com licença, aqui passa somente amigos e parentes”. E mais uma vez não quis nem saber, desobedeceu, entrou e a porta se fechou. Desta vez entrou num lugar ainda maior, cheio de escadas para todos os lados e cercados com um lindo corrimão dourado. Ah! O menino não perdeu tempo, começou a brincar de escorregar pelos corrimões, subindo e descendo várias vezes.

Até que cansou e foi aí que percebeu que tinha outra porta ao lado com uma placa que dizia: “Obrigada pela compreensão, mas aqui somente para os proprietários.” E como sempre o menino desobedeceu, entrou e a porta se fechou. Era uma enorme biblioteca com livros em todas as paredes até o teto. Havia livros de todos os tipos, várias línguas, culturas e assuntos, ciências, geografia, matemática, contos e histórias de vários países. Parecia que todo conhecimento do mundo estava dentro daquela sala.

Depois de ter olhado alguns livros e vistos histórias fantásticas ele percebeu que no fundo da sala havia mais uma porta e como as outras também com uma placa que dizia “Por favor, somente convidados para jantar.” Mas desobedeceu, entrou e a porta se fechou. Desta vez estava numa sala de jantar muito elegante, com mesa para umas 20 pessoas, copos de cristal, talheres de ouro e louça pintada à mão. Em toda mesa havia algo para comer, frutas, bolos, salgados, doces, etc. Depois que experimentou um pouco de tudo sentiu-se cheio e cansado e queria se deitar. Queria voltar para sua casa, queria sua cama.

Porém quando tentou abrir a porta e voltar, estava fechada. O menino começou a bater, gritar, chutar, mas nada adiantava. O tempo foi passando e ele foi ficando nervoso e com medo quando viu pela janela que já estava anoitecendo. O desespero foi tanto que começou a chorar, foi quando percebeu que uma estrela parecia enorme no céu. Cada vez crescia mais de tamanho parecendo se aproximar. A luz passou pelos vidros da janela e se transformou em uma linda Fada e disse:

“Que houve menino? Por que chorar tanto?” E o menino contou tudo que havia acontecido. Cada vez que ele contava a fada foi lhe mostrando o quanto ele estava errado em suas atitudes: não respeitou os avisos das paredes, não respeitou o castelo e seus donos, pois mexeu em tudo sem autorização, sem cuidado algum. “Agora criança, você terá que conquistar as chaves de cada porta com uma palavra mágica.” Disse a Fada. Então o menino respondeu: “Abracadabra! Alacazum! Abratecézamo! “Não. Não é esse tipo de palavra. Você é esperto e inteligente. Tenho certeza que vai descobrir.” E como apareceu a Fada virou luz novamente e desapareceu no céu.

O menino depois de pensar muito, lembrou das placas e resolveu falar uma das palavras que continham nas placas. A última porta era a palavra “Por favor” logo que falou uma chave azul apareceu e ele conseguiu abrir e passou pela porta. Na biblioteca ele lembrou que a palavra era “Obrigada” e mais uma vez uma chave dourada apareceu e ele passou pela porta. No salão das escadarias ele lembrou que a palavra mais importante do aviso era ”Com licença” e novamente uma chave apareceu de cor verde e conseguiu passar pela porta chegando no grande salão e a última porta estava em sua frente. Era a porta da saída. Essa foi a mais difícil de lembrar mas, ele acabou falando: _”Desculpe!" e uma chave vermelha o libertou daquele castelo. Na mesma hora que passou pela porta o menino acordou sobressaltado, com o coração acelerado. A sensação do que aconteceu era tão forte que o menino começou a mudar suas atitudes. Toda vez que aprontava, lembrava do sonho e acabava voltando atrás e fazendo o que sua consciência pedia, o certo.